Smartphone para crianças: benefício ou perda da infância?

Smartphone para crianças: Hoje é impossível imaginar uma infância livre da influência dos equipamentos eletrônicos

Certamente estamos entrando em um paradigma, falando de smartphone para crianças, pois usamos este eletrônico como exemplo, dentre tantos outros.

Em era digital e de liberdade, não é difícil encontrar crianças que mal sabem amarrar seus sapatos, manejando muito bem a tecnologia.

Mas como se portar diante tal situação? É benéfico ou prejudicial?

E para falar sobre este assunto, convidamos a Valéria da Arca Baby para compartilhar suas experiências como mãe.

Crianças reféns da tecnologia ou com acesso: as possibilidades oferecidas por ela

Smartphone para crianças
Smartphone para crianças: o contato com o universo digital

Olá, pessoal da Equipe Maza Shop! Primeiramente, agradeço pelo convite. É um prazer imenso e um desafio falar sobre este assunto aqui.

Antes de tudo, gostaria de ressaltar que no discorrer do conteúdo, vou compartilhar minhas vivências sobre este assunto, bem como alguns conselhos profissionais que recebi e agregaram.

Vivemos na geração dos mini internautas, pois eles nascem praticamente com a tecnologia nas mãos!

Aliás, até pouco tempo atrás os pais sofriam com os limites de televisão e escondendo o controle do videogame. Hoje eles ainda precisam incluir tablet, celular e computador na mesa de negociações.

E quer saber? Eis que estamos diante de um desafio!

Somos bombardeados diariamente por informações e ponto de vista diferentes. Se não deixamos as crianças terem acesso, somos retrógrados. Por outro lado, se incentivamos o acesso, somos liberais demais. 😝

Só quem enfrenta este desafio diariamente, tem propriedade para falar se os conselhos colocados em prática realmente funcionam!

E cá estou eu, para compartilhar com vocês o meu ponto de vista e as decisões que tomamos lá em casa. Mas como pais, vocês possuem a liberdade de avaliar o que é melhor para seus filhos.

Sem julgamentos

Já existem pessoas demais, apontando os dedos para nós! O que tenho colocado na balança é: como minhas decisões e atitudes impactarão no desenvolvimento do meu filho e na formação do seu caráter. E convido você a fazer o mesmo. Este tem sido o termômetro das nossas decisões em casa.

Mas vamos retomar ao tema central do conteúdo, benefício ou perda da infância: a inclusão da tecnologia na vida da criança. Veja a seguir…

A influência do uso de aparelhos eletrônicos no desenvolvimento das crianças

Smartphone para crianças
Smartphone para crianças: as novas tecnologias estão isolando as crianças nos mundos virtuais

No ano passado, a AVG Technologies realizou uma pesquisa com famílias de todo o mundo e apurou que: 66% das crianças entre 3 e 5 anos de idade conseguiam usar jogos de computador. Por outro lado, 47% sabia como usar um smartphone, mas apenas 14% era capaz de amarrar os sapatos sozinha.

Em nosso pais, o levantamento apontou que 97% das crianças entre 6 e 9 usam a internet e 54% têm perfil no Facebook.

Vamos refletir?

Existem divergentes opiniões de especialistas a respeito deste assunto, alguns apontam consequências sombrias do contato excessivo das crianças com as novas tecnologias.

Por exemplo, a terapeuta canadense Cris Rowan, defende que o uso de tecnologia por menores de 12 anos é prejudicial ao desenvolvimento e aprendizado infantil.

A Neuropediatra Liubiana Arantes Regazoni  da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), alerta:

“Essa é uma questão de saúde pública, uma vez que as crianças estão cada vez mais expostas às telas. E isso em um momento crucial para o desenvolvimento de habilidades que serão importantes por toda a vida”.

O assunto é tão preocupante que a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), desenvolveu um manual de Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital.

Veja esta reportagem com a Dra. Liubiana:

Mas e aí, a tecnologia é realmente vilã?

Não é vilã! Parece confuso, pelo menos para mim a principio foi. Por isso, conversei com vários profissionais sobre este assunto. E sabe qual é a solução?

Temperança

As telas não precisam ser inimigas na hora de educar as crianças. Aliás, se soubermos usá-las, dá para fazer o contrário e aproveitá-las como aliadas nessa missão.

Desse modo, para garantir que os dispositivos não transformem nossas crianças numa ilha, nós pais temos que desbravar com eles os conteúdos oferecidos na tela e na rede.

Qual a idade certa de dar um dispositivo eletrônico para uma criança?

“Nunca antes dos 12 anos”, declara Telma(psicopedagoga da USP). Até essa idade, a dica é deixar o pequeno emprestar o aparelho de algum adulto. “Esse comportamento ajuda a transmitir a mensagem de que o controle segue na mão dos pais”.

O ideal é que apenas depois dos 2 anos de idade as crianças comecem a ter contato com esses aparelhos e por tempo limitado.

Qual é o meu ponto de vista sobre este assunto?

Estou plenamente de acordo, não sou extremista no caso do meu filho. Aliás, na rotina corrida, às vezes ligar a tela funciona como uma forma de “desligar” um pouco o filho para, assim, poder cuidar dos afazeres domésticos.

Às vezes tenho que fazer isso para ir lavar louça, e não vejo mal em deixar o bebê assistir a um programa educativo.

O segredo e a regra lá em casa, está no tempo que ele ficará conectado na Netflix e seu eu já assisti com ele a série que ele está assistindo.

Uma saída para driblar os excessos é estabelecer períodos offline diários para toda a família

Quando a criança está entretida com seus joguinhos eletrônicos, ela não quer saber o que acontece ao seu redor.

Como mencionei acima, em casa temos uma regra: O Biel assiste apenas os conteúdos que aprovamos!

Hoje ele tem 3 aninhos e adora assistir na Netflix, mas conhece muito bem o que é obediência. Assim sendo, todas as vezes que “navegando” sob nossa supervisão, passa por algo diferente, ele diz:

“Mamãe, este não está aprovado né? Pode assistir comigo para ver se aprova?”

E se no momento eu não puder parar para assistir com ele, temos a regra de colocar na revisão. E somente depois de aprovado, por mim ou pelo papai, ele pode assistir. Mas a receita geral está em criar regras e limites para as crianças.

“Nós precisamos encontrar uma maneira de educar os pais de hoje, e também os futuros pais, sobre prejuízos e benefícios das mídias eletrônicas e ajudá-los a fazer escolhas positivas para seus filhos”, alerta Susan Linn, escritora e cofundadora da organização americana Coalizão pelo Fim da Exploração Comercial Infantil.

Retomando o tema temperança ou ponto de equilíbrio

A criança não deve ficar o tempo todo conectada, com uma tela nas mãos! Você não precisa ser extremista, mas precisa impor limites.

Dessa maneira, você precisa estabelecer a maior parte dos momentos offlines. Manter o diálogo e investir em atividades familiares é outra forma de ajudar os pequenos a não se tornarem dependentes da tecnologia. Existem outras coisas que  pode-se fazer sem a tecnologia, à saber:

  • Atividades físicas: Procure fazer isso em família, pois fortalece o elo entre vocês! A qualidade do tempo investido agora, contribui para formação dos valores;
  • Atividades culturais: Envolva os amiguinhos (a) para que a criança aprenda a relacionar-se. Já estamos vivenciando uma geração que não se comunica mais olhando nos olhos. Se isolam em suas telas e conversam por lá, sem qualquer interação, mexendo rapidamente os dedos diante dos aparelhos;
  • Brincadeiras: Invista em brinquedos pedagógicos ou educativos, brinquedos musicais, brinquedos de montagem. A Lego e a Xalingo, entre outras, têm boas opções. É importante que os pais se envolvam com a criança nas atividade, pois estimula o desenvolvimento em todos âmbitos. Veja qual o brinquedo ideal de acordo com a faixa etária do seu filho e “viaje” na brincadeira!

Em conclusão:

Espero te contribuído, e mais uma vez agradeço pelo convite! E ressalto o quão importante é que sejamos exemplo para os nossos filhos. Uma vez que o uso saudável não vale somente para os baixinhos.

Infelizmente, famílias que ficam só assistindo TV ou cada um com seu celular enfraquecem seus vínculos.

Ah, antes de encerrar recomendo que leia este artigo excelente: Como os brinquedos educativos trazem benefícios para as crianças.

 

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